Pega aquela mochila velha, tira todos os papeis fora, coloca algumas mudas de roupas, e me encontra na saída do colégio. Renuncia a sua vida, porque eu já renunciei a minha. Não se preocupa com o frio ou com a fome. Se fizer frio a gente se abraça, se tivermos fome a gente se ama. Mais uma vez, por mim, vai contra seus princípios.
A gente entra num ônibus, sem perguntar por onde ele passa. A gente desce no meio da estrada e segue a pé até onde Deus quiser; pois ao seu lado, pouco me importa a direção ou o ponto de chegada, contando que você esteja comigo. Não precisamos de tempo, não temos tempo. Nem a própria eternidade seria o suficiente para nos amarmos o quanto queremos.
Então, talvez nós possamos acampar no meio de algum campo, onde o dono nem sonha que dois amantes invadiram. Você faça uma fogueira com alguns pedaços de lenha, estenda os únicos cobertores que trouxemos sobre a grama fria e molhada do sereno, e que nos abracemos, sentindo as batidas do coração um do outro, hoje, amanhã e para todo o sempre. Como sempre devia ter sido.
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