Você toma o copo de uísque nas mãos. Leva à boca e alaga os
lábios do líquido doce e alcóolico. Pôe o copo de volta na mesa. Se debruça
sobre o tampo que parece madeira, mas não é, e leva os lábios frios e
embriagados de encontrou aos meu lábios. Você está concentrado na musica que
toca ao fundo e me beija com leveza; sem pudor, ali, na frente de todos
incrementa o contato oral com luxuria. Me extasia com seu jeito de segurar meus
cabelos da nuca.
Desconecta seus lábios dos meus, e agarra minha mão enquanto
me arrasta para o canto onde as luzes não podem nos encontrar, para o único
microespaço onde as pessoas não dançam, ao lado da pista de dança onde milhares
de olhos indiscretos nos fitam. Você me joga contra a parede e prende seu corpo
ao meu. Respira junto ao meu pescoço e age como um desfibrilador ligado a 300 J
no meu peito. Me envolve de novo em um
beijo sufocante de prazer e magia, suas mãos percorrem minhas costas mas não
invadem limites. Vasculho seu corpo em procura de novas reações em você até que
eu me assusto com o que sinto... Abro a
bolsa e constato, já são 00:00; hora de voltar para casa e ser a princesinha da
mamãe.
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