Você sempre
foi de me ensinar. Você me ensinou a adocicar meu beijo, esquentar meu abraço e
abrir o peito para deixar pessoas novas entrarem. Você me ensinou a ser quem
sou, mas não me ensinou como voltar a ser quem eu era. Sinto falta da época em
que não sentia saudades da sua presença.
Caramba cara,
eu era uma garota jovem demais para você brincar; pra você vir, fazer marcas na
memoria e depois ir embora. Podia ao menos ter levado tudo que era seu com
você, para eu evitar o passado o máximo que eu conseguisse. Mas você é mesmo um
sem noção, porque mesmo estando todo esparramado nos braços dela, você insiste
em me fazer lembrar de você sempre que possível. E eu estou sempre reassinando
meu diploma de palhaça, culpa minha eu sei, mas é que quando te vejo é um misto
tão grande de saudade e desejo que eu não consigo controlar e acabo por
implorar a Deus que me devolva você. Sinto raiva de mim por isso; às vezes, eu
acho que é só orgulho ferido, ego que está desinflando, mas aí logo vem a prova
de que estou errada... É amor, o que eu sinto é amor. Amor dos bons.
Os palavrões
já não cabem mais na boca caralho. Some, estou te implorando para sumir, mesmo
estando em silêncio eu estou gritando. Desesperada, catando no piso encardido
da sala os pedaços do meu coração. Vai e não volta mais... Mas se não quiser
ir, fica aqui junto de mim, só para me garantir que vai ficar bem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário