14 de set. de 2013

Um Amor Daqueles

Você sempre foi de me ensinar. Você me ensinou a adocicar meu beijo, esquentar meu abraço e abrir o peito para deixar pessoas novas entrarem. Você me ensinou a ser quem sou, mas não me ensinou como voltar a ser quem eu era. Sinto falta da época em que não sentia saudades da sua presença.
Caramba cara, eu era uma garota jovem demais para você brincar; pra você vir, fazer marcas na memoria e depois ir embora. Podia ao menos ter levado tudo que era seu com você, para eu evitar o passado o máximo que eu conseguisse. Mas você é mesmo um sem noção, porque mesmo estando todo esparramado nos braços dela, você insiste em me fazer lembrar de você sempre que possível.  E eu estou sempre reassinando meu diploma de palhaça, culpa minha eu sei, mas é que quando te vejo é um misto tão grande de saudade e desejo que eu não consigo controlar e acabo por implorar a Deus que me devolva você. Sinto raiva de mim por isso; às vezes, eu acho que é só orgulho ferido, ego que está desinflando, mas aí logo vem a prova de que estou errada... É amor, o que eu sinto é amor. Amor dos bons.

Os palavrões já não cabem mais na boca caralho. Some, estou te implorando para sumir, mesmo estando em silêncio eu estou gritando. Desesperada, catando no piso encardido da sala os pedaços do meu coração. Vai e não volta mais... Mas se não quiser ir, fica aqui junto de mim, só para me garantir que vai ficar bem.

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