É uma noite quente de domingo, a chuva despenca céu abaixo em uma velocidade inacreditável. O auto corre pelas ruas iluminadas somente pelo claro da lua cheia, quase não se vê o asfalto encoberto pela água. Enquanto isso ele está ao meu lado. No banco do motorista, seu corpo não se move e seus olhos miram ao longe. Levo a mão e toco-lhe a nuca, acaricio a orelha. Ele me olha rapidamente e devolve a atenção à rua. Vejo seus lábios se retorcerem em um sorriso discreto. Sua mão descansa sobre minha coxa, seus dedos longos e finos agora dançam pela minha pele branca e quente. O silêncio faz morada ao nosso lado.
Minha cabeça viaja longe; quero que ele pare o carro; quero agarra-lo aqui e agora; quero que ele respire junto ao meu ouvido; quero que ele ofegue; quero que sussurre meu nome. Gosto de ouvi-lo desesperado, quase fora de controle. Me tira de mim, me torna quem sou. É natural me sentir livre e bela ao seu toque. Me encanta ver o brilho que seus olhos ganham quando o desejo o toma, é como se visse sua alma nua frente a mim. Me entorpece o sorriso que trinca-lhe ao canto dos lábios conforme o hormônio do ar vai mudando, é como se ele fosse se transformando, ou melhor, se revelando alguém que no fundo eu sempre soube que esteve ali.
Ele encontra uma rua escura, deserta. Para o auto debaixo de uma árvore que não consigo identificar de que espécie é. Se vira para mim, me olha nos olhos. Se aproxima e seus lábios tocam os meus, sinto o doce sabor de melancia da bala que ele consumira alguns minutos atrás. Minhas mãos começam a caminhar por seus ombros, alcançam seus cabelos e ele inspira profundamente, ele me agarra com mais força. Beijo-lhe o pescoço, sinto o roçar da sua barba no meu ombro e depois percebo o mundo desaparecer quando ele mapea meu pescoço com seus beijos leves e suaves, mordidas, sugadas fortes. Noto sua respiração descompassada, e não evito o desespero fugaz que me toma a cada segundo. Ele lança a mão pra minha perna direita, acaricia de cima a baixo, acaricia-me o pé, e amoleço quando sinto seu toque invadindo meu vestido e envolvendo meu bumbum. Ele aperta, arranha, e em silêncio eu imploro por mais. Ele o faz. Agora, cálculo se ele pode ouvir o quanto o ritmo do meu coração é vertiginoso. Seus dedos vagarosamente trilham caminho para dentro da fio dental rosa que uso, ele passa de leve os dedos sobre minha intimidade, vai acentuando o ritmo e eu faço questão de gemer próximo ao seu ouvido.
- Aqui está desconfortável. Vamos para o banco de trás ? -ele pergunta tentando amarrar uma palavra a outra para que a frase tenha sentido.
Consinto com a cabeça e ele vai primeiro, depois eu.
Me deito no banco do trás, ele arranca-me o vestido com desespero. Leva a boca aos meus seios nus. Ele suga meu seio direito com euforia enquanto massageia o esquerdo. Ele aperta com força, meus gemidos ficam cada vez mais audíveis, é maravilhosa a textura da sua língua me fazendo isso. Ele continua cada vez com mais intensidade, e depois troca o seio. Ora ou outra, para e estaciona seu olhar no meu. Me beija e quase me cola a si com a força que usa em seu abraço. Agora com a mão sobre o seio direito e a boca no esquerdo, ele leva um dos dedos da mão direita até minha boca, enquanto ele suga meu seio me delicio com seu dedo deixando minha mente voar longe.
Ele abandona meu seio e com beijos ele percorre minha barriga até chegar em minha intimidade. Ele me arranca a calcinha com fúria, e em segundos tomo noção dos seus lábios em mim, sua língua dançando por cada pedacinho do espaço outrora encoberto pela fio dental. Ele suga. Beija. Me olha nos olhos e vejo o tesão que ele sente. Me descontrola vê-lo assim. Ele continua, me bate na bunda, aperta os seios, me suga com força e as vezes levemente. Usa as mãos em mim, com sutileza, ele deixa seus dedos terem vontade própria, quase com se fossem cientes da minha vontade. Minhas unhas arranham-no as costas, minhas pernas enlaçam-lhe o tronco e colam-no mais a mim. É como êxtase, sinto-me não cabendo em meu corpo. Explode uma sensação estranha dentro de mim, meu corpo parece não ser mais meu.
Um leve fervor que começa pelos pés, e que conforme vai se alastrando pelo meu interior, a cada centímetro vai se tornando mais forte, mais intenso. É rápido como fogo em brasa. É vigoroso como se houvessem dezenas de adagas afiadas rasgando-me a pele de dentro para fora, na tentativa de liberar minh'alma do corpo. Não tenho tempo sequer de respirar, me atinge a cabeça; pensamentos desconexos, sons que não decifro; toques que não entendo; flashes do rosto dele me fitando fora de si, enquanto estou fora de mim. Some como chega, instantaneamente, de algum jeito que não compreendo. Por um segundo aquela sensação parece ter me destruído como se eu tivesse sido atropelada, mas inspiro profundamente e em seguida expulso todo o ar dos meus pulmões; pronto, nova de novo. Agora é minha vez.
Me sento, o beijo e sinto meu próprio gosto, ajudo-o a tirar a camiseta vermelha que ele usa e depois a boxer branca junto da bermuda e os tênis. Admiro seu corpo. Ele tem o peito largo, os braços fortes, sua pele branca cintila sob o reflexo do luar. Seu membro me rouba toda a atenção. Rijo, saboroso aos olhos, convidativo. O beijo a boca, ele segura-me os cabelos com toda a força, aperta-me os seios. Suga-me o pescoço com fúria. Com beijos suaves, lambidas desavergonhadas, vou trilhando o caminho do seu peito, barriga, até alcançar a virilha.
Corro as unhas pela parte interior de suas coxas. Beijo-o a virilha levemente, acaricio-lhe o com as mãos o membro que me desperta tanto desejo. Beijo-lhe a cabeça com delicadeza, corro a língua por toda a sua extensão. Da base à cabeça e vice-versa. Olho o nós olhos de novo e ele dá-me um tapa no rosto. O tesão em mim triplica, chega a ser sufocante. Volto a boca ao seu membro, e começo a sugá-lo com leveza e vou intensificando a cada segundo, ele pulsa sobre minha língua. Ele pronuncia palavrões e sinto minha intimidade queimar. Vê-lo excitado é excitante. Volto a boca ao seu membro e vagarosamente vou engolindo até que ele atinja o fundo da minha garganta. Ele percebe o meu corpo se arrepiando todo nesse momento. Dá-me outro tapa na bunda e volta a me puxar os cabelos. Agora, com todo o desespero o chupo. Movimento as mãos em vai e vém. Dou lambidas alternadas com sugadas vigorosas. Imagino-o gozando em mim já. Engulo todo seu membro novamente, e meu corpo torna a se arrepiar quando ele atinge o fundo do estreito canal guardado em meu pescoço. A cada momento faço com mais vontade. As vezes, acaricio as bolas, as vezes aperto com força, outras vezes sugo-as. Gosto do sabor que ele tem. Continuo com toda a intensidade, quando sinto que seu membro começa a pulsar com muito mais rapidez. Intensifico o vai vem com a boca, quando de repente, ele explode em pleno gozo. Sinto o líquido quente jorrar em minha boca. Fecho os lábios em torno de seu membro e devagar engulo cada gota que dele sai. É delicioso senti-lo descendo goela a baixo. Quando o jato se encerra, continuo a movimentar seu membro com as mãos e vou parando gradualmente. Subo em seu colo, volto a carinha-lo no pescoço, distribuindo beijos leves sobre sua pele suada. Me aninho em seu abraço, apoio a cabeça sobre o vão entre seu ombro e sua cabeça e ali descanso, com o som de sua respiração se normalizando ao pé do meu ouvido, aproveitando os minutos que ainda nos restam, pois já é hora de voltar para casa.
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